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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Estilo

(...) A moda, diferentemente da tradição, requer a intervenção individual livre, o poder singular e caprichoso de abalar a ordem das aparências. Gilles Lipovetsky

A moda é frenética e cruel, quando o indivíduo comum consegue comprar a última tendência... ela está prestes a tornar-se obsoleta, diante dessa visão no prisma fashion - nada animadora - onde a moda "atual" é para poucos privilegiados, o que fazer para sobressair-se sem tornar-se "atrasado" no status quo fashion.

O segredo está em procurar ter estilo, mais do que estar no "último grito da moda"... afinal somos comandados pelo Olimpo Fashion (Paris, Milão, Londres e Nova Iorque) como conseguir adaptar-se a moda "tupiniquim" que chega atrasada e misturá-la com tendências internacionais que estão no nascedouro... Estilo com inteligência e parcimônia, usar a moda a seu favor e não contra, não querer misturar demais se você não tem conhecimento profundo sobre a Indústria da moda, exemplo: color blocking está invadindo nossas vitrinas... entretanto, no hemisfério norte já é passado, surge uma nova releitura de estampas coloridas, como usá-la e querer misturar o monocromático que grita no primeiro mundo.

É uma celeuma que deixa atordoado o indivíduo que quer estar na moda, mas não consegue decodificar tantos códigos que são lançados diariamente, excesso de informação e imagens, estamos na era da informação on-line, tudo muito rápido, muito abrangente... consequentemente traz nebulosidade e devaneios fashions, por isso muita calma nessa hora, pondere e use a moda de maneira sensata, estamos prestes a entrar na estação mais quente do ano, não dá para querer usar tantas peças que nos bombardeiam os blogs de tendências, revistas e afins, uma ou outra peça dá para adaptar, entretanto, devemos lembrar que estamos "aqui" e "aqui" a moda tem que ser contextualizada, inovar sim, poluir o visual não, misturar demais ... só se você entende muito de moda e fuja do lugar comum, mas estilo não se compra, não se copia... se cria... porque estilo é a personificação do seu eu de maneira sedutora...

Vale lembrar o conselho de Schiaparelli - "O que vocês têm a ver com a moda? Não se ocupem dela e usem simplesmente o que lhes vai bem, o que lhes assenta." (com estilo é claro...).



Foto: Reprodução

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A moda a seu favor

Estar na moda não significa que você tem estilo, indumentárias cobrem o corpo e fazem parte de sua época. Usar a super tendência não garante lugar no Areópago da Moda.

Muitos "estão na moda" mas... transparece claramente os grilhões da imposição midiática e a cópia de celebridades e afins.

Para fazer diferença, estar na moda conscientemente e de maneira singular, lembre-se de valorizar primeiro seu estilo, idade, posição social e prestar atenção no dress code incluindo o climático para não pagar mico fashion, informação é muito importante, entretanto, filtrá-las é mais sábio.

Nem tudo que se anuncia ou propaga-se na indústria da moda é o melhor para meros mortais, por exemplo: o couro fará parte de várias coleções nacionais para usar no verão (matéria -Chic ) -falando sério - em editoriais e durante a noite com um bom ar condicionado é até suportável, entretanto, num país de clima tropical que no verão a temperatura fica acima dos 30 graus... como usar um simples shorts de couro (não deixe seu ginecologista saber, senão com certeza levará bronca), então mais do que comprar e usar, tenha sabedoria ao incorporar o que esse mundo fashion lhe oferece... caso contrário ao invés de sobressair-se irá desvalorizar sua personalidade e será mais uma fashion victms.

(...)Sem dúvida há sempre uma última moda, mas sua percepção social é mais vaga, perdida que está na confusão pletórica dos criadores e dos diversos looks.

Gilles Lipovestky





Foto: Reprodução

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Comparações...


São sempre inevitáveis, principalmente quando se é famoso, as irmãs Middleton - alvo atual das comparações - perguntas como: quem é a mais bonita, mais magra, mais simpática, mais fashion e muito mais... corre na imprensa e na web todos os dias.

Analisando de forma fria e racional, este é o modelo do nosso atual paradigma social - "se compare" - e tente mudar tudo o que você é , se existe alguém melhor, vá atrás e nunca seja você mesmo (não caia nesta).

Vale muito se inspirar em modelos de vida, de caráter... e claro de estilo, mas ninguém pode viver na sombra de outrem, isto tira a individualidade e a diferença que cada pessoa pode fazer em sua esfera, portanto, procure seu estilo, invista em suas diferenças, inspire-se sim....

Entretanto, não se molde apenas pelo que dizem ser o melhor pra você, descubra o que é melhor para você, procure roupas que se adequem ao seu corpo, ao seu status, a sua personalidade, não seja caricato de outro, exerça criatividade.

Busque conceitos próprios embasados sabiamente, não siga o senso comum, principalmente a indústria da moda - que é a mais cruel - seja fashion... mas não seja cópia.


Foto:Reprodução

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O sutil enfraquecimento do setor têxtil nacional


Há uma perda significativa no setor têxtil, devido ao aumento das importações e os altos custos de produção em solo nacional, a importação e o off shore, fazem parte do paradigma atual, a industria brasileira é massacrada pelo seu próprio sistema deficitário e draconiano de leis e impostos.

Com isto a importação é o caminho que os varejistas encontraram para manter-se no mercado, mas esta situação incorre na perda da capacidade de produção e consequentemente na demissão de funcionários e fechamento de produção local, com nossa mão de obra cara e carga tributária indecente, estamos aos poucos e sutilmente perdendo nosso lugar da produção de vestuário e afins.

Mesmo com o aumento do consumo e produção interna, com a economia estabilizada, corremos o risco de perdemos espaços significativos.

Comprovado pela balança comercial, a indústria têxtil e de vestuário vem no decorrer dos anos perdendo posição estratégica de competitividade, o aumento da importação e consequentemente a previsão do aumento do déficit, coloca o país na berlinda neste setor primordial ao sustentáculo da economia nacional.

Os empresários e profissionais da indústria da moda precisam se articular para mudar o cenário político que afeta diretamente o setor, com representatividade firme e emergencial.

A mentalidade do empresário também tem que mudar, agindo de maneira a aumentar a eficiência de competitividade, reduzir os custos, aumentar a qualidade do produto nacional (que em sua maioria é inferior ao produto importado), inovar em seu setor, buscar o rumo das exportações para fortalecer a economia nacional.

E acima de tudo requerer do governo e dos órgãos de representatividade maior ação em relação a proteção da indústria da moda nacional.

Partindo deste pressuposto, vemos claramente o risco de desindustrialização do setor.

O que podemos fazer?

Requerer do governo e dos órgãos de representatividade maior ação em relação a proteção da indústria da moda nacional.

Os órgãos de representatividade do setor, tem que com esfoço herculineo lutar pelo setor como um todo - não buscando interesses individuais e fazendo lobbys corporativistas - caso contrário todos estamos fadados a um naufrágio repetino e sem volta a superfície para continuar competindo neste novo paradigma, onde todos enfrentam os asiáticos, que profundamente imbuídos de senso de patriotismo e desejo de crescimento contínuo, se estabelecem e se fortificam, fechando brechas e aumentando a qualidade para manter-se no pico das produções e exportações.

Senão nos organizamos, logo veremos o que já está acontecendo com a indústria da tecelagem, muitas fechando as portas, outras parando as máquinas e vendendo tecidos importados.

As confecções são as que correm maior risco, como competir com a importação de produtos mais barato de qualidade melhor e produzir em solo nacional com tão alta carga tributária.

É momento de conscientização e de levantar as mangas, lutar pelo setor de forma sistemâtica e eficaz.


Foto: Reprodução